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Vencendo a esterilidade e alcançando as gerações
Salmos 127.3

Quando Deus criou o homem e a mulher os abençoou e disse: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a”. Gn. 1.28.
Diz a palavra também em Salmos 127.3: “Herança do Senhor são os filhos, o fruto do ventre, seu galardão”.  
Desde o inicio dos tempos o inimigo trabalha para roubar a palavra de Deus, a promessa, o nosso fruto, a nossa herança. Ele é ladrão e salteador desde o inicio. Deus sempre teve planos para as famílias, para as gerações, para as descendências e o inimigo também, mas seus planos nada têm a ver com os planos de bênção de Deus. Deus fez a mulher para gerar, para ser mãe, mas o inimigo, contrariando os planos de Deus sempre trabalha para que isso não aconteça. Ele não quer que as nossas gerações se levantem, e disseminou uma enfermidade chamada esterilidade, que é a impossibilidade de gerar, a impossibilidade de ter filhos.
Em Israel, a mulher estéril era mal vista, era considerada um ramo seco, sem vida e levaria a culpa se não contribuísse para levantar as próximas gerações. Gerar filhos era sinal da bênção de Deus e não poder gerar era como um castigo da parte de Deus.
Além do mais, a mulher tinha pouca importância na família se não gerasse filhos. Era rejeitada, banida e rebaixada para um status inferior. Então, no tempo bíblico, ter filhos não só trazia uma realização pessoal como também deixava a mulher numa situação mais confortável na sociedade.
Quero meditar sobre o que três mulheres tiveram que fazer para vencer a esterilidade, para serem mães, para alcançarem suas gerações:

Sara teve que romper com a incredulidade e aprender a esperar em Deus Gn. 17.15-21
Sara aprendeu que no tempo da espera não pode haver intervenção humana.  Gn. 16. aquela coisa de “dar um jeitinho”.
Deus deu a promessa de um filho, gerado por ela, mas olhando para sua condição física, não creu, duvidou e por um momento quis fazer a promessa de Deus se cumprir da sua forma e, prejudicou seu casamento e o futuro da nação. Ela ofereceu sua serva para seu marido possuir e dela ter um filho. Mas depois se arrependeu, mandou a serva embora e não teve o filho da serva como seu. Essa atitude de Sara me faz entender que Deus não precisa de nós, mas nós que precisamos dele. Ela queria ser mãe e Deus prometeu que ela seria mas demorou 25 para que ela tivesse o seu filho no colo. A palavra que Deus deu para Sara foi: “acaso, para o Senhor, há coisa demasiadamente difícil”? Gn. 18.14. O que é difícil para você não é difícil para Deus! Pode demorar um pouco, mas se Deus te deu uma promessa, ele vai cumprir.

Ana clamou e ofertou ao Senhor I Sm. 1.
Ana dividia o marido Elcana com outra mulher, Penina. Penina tinha filhos e provocava Ana porque Ana não tinha. Um dia ela foi ao templo orar e começou a chorar e gemer fazendo gestos com a boca sem som e pediu ao Senhor um filho varão (v.10). O sacerdote Eli pensou que ela estivesse bêbada e a repreendeu mas ela explicou que estava angustiada e Eli abençoou dizendo que Deus lhe concedesse seu pedido. Ela saiu de lá sem tristeza no coração.
A oração de Ana foi especifica e foi um voto (v.10). Que se Deus lhe concedesse o seu desejo de ter um filho homem, ela daria esse filho para servir na casa do Senhor. O filho que Deus lhe deu foi o profeta Samuel e como ela cumpriu o voto, Deus deu mais cinco filhos a ela. I Sm.2.21. Ela pediu um filho, queria muito ser mãe, mas consagrou esse filho ao Senhor. Samuel foi um dos mais conhecidos profetas. Ana fez um canção ao Senhor de tão grata que ficou I SM. 2.1-11.

A Sunamita não aceitou o decreto de morte II Rs. 4.8-37.
Ela era uma mulher bondosa que sempre servia uma refeição ao profeta Eliseu quando ele passava por Suném, sua cidade. Um dia ela falou com o marido para fazerem um quarto para o profeta, com tudo o que ele precisava, cama, cadeira, etc. Eliseu ficou tão agradecido por tanto cuidado e bondade daquela mulher que quis saber o que ela gostaria de ganhar e o servo do profeta, Jeazi, entendeu que seria um filho, já que não ela não tinha filhos. O profeta declarou que em nove meses ela estaria com o filho no colo e ela disse: não minta para tua serva. Mas no tempo determinado ela teve um bebe. Mas, depois de alguns anos, o filho já era um garoto grande, ele teve um problema e morreu. Ela colocou o filho morto no quarto do profeta e foi ao encontro do profeta, no monte Carmelo. Quando o profeta mandou perguntar se ela estava bem, ela respondeu a Geazi: vai tudo bem. E continuou até estar de frente ao homem de Deus. Na presença do profeta ela rasgou o coração, se prostrou e chorou: “Eu não pedi um filho, eu disse para não brincar comigo”.
Ela não murmurou, juntou as forças possíveis e foi à presença de Deus. Ela não tinha pedido para ser mãe, mas agora, que era mãe, não poderia perder seu filho. Ela foi ao monte, monte é o lugar da presença de Deus. Ela foi ao homem de Deus. Resultado: Eliseu orou e seu filho reviveu. Ela lutou pela vida do filho!

Conclusão: Todas essas mulheres eram estéreis. Não podiam gerar. Mas Deus abriu a madre, Deus as fez mães. As parteiras hebréias que descumpriram a ordem de faraó para matar todos os hebreus que nascessem meninos foram abençoadas por Deus e diz a palavra que por causa disso Deus lhes concedeu família. A maioria das mulheres querem ser mães. Algumas não querem mas quando dão a luz, percebem que isso é o real sentido da vida e que não podem se imaginar sem os filhos.
A palavra de Deus diz que “herança do Senhor são os filhos, o fruto do ventre o seu galardão”. A infertilidade é uma arma que satanás usa para não avançarmos, para não termos descendência, futuras gerações, mas Deus quer alcançar as nossas gerações. Deus quer abençoar até mil gerações. Os filhos são a alegria, a vida das mães. Mas esse amor é só para entendermos o amor de Deus por nós. Um amor de doação, sem limites.
Autor: Pra. Silvia Sales Marinho. Líder da MCN. Rio Branco. Acre. Brasil.
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